Este foi o relato que fiz no fórum do curso contando as minhas primeiras experiências com o mundo da leitura.
Depois de formada, conseguiu sua primeira "cadeira" , como se dizia nessa época.Tudo o que planejava para os seus alunos aplicava primeiro em mim. Fui sua "cobaia" e com ela aprendi a ler e a gostar de ler.Lia de tudo. Mas , o que mais me chamava a atenção era o fato de que ela também adorava ler.Sei que isso fez toda a diferença para mim.
Aos poucos, ela foi me introduzindo nesse mundo de sonhos, de fantasias, de descobertas que é a leitura.
Com oito anos eu li Quo Vadis, que era um dos seus livros prediletos.
Sei que não era uma literatura apropriada para a minha idade,mas era o que tínhamos em mãos. O que eu não entendia, ela explicava. Hoje amo ler e escrever e procuro passar esse prazer para os meus alunos.
Postado por Maria Conceição Assunção Dória

Meu relato de experiência sobre leitura e escrita:
ResponderExcluirOlá turma!!!
Tenho um relato pessoal que julgo muito interessante.
Quando estava na 1ª série, com 7 anos, eu estudava com uma cartilha que se chamava "No Reino da Alegria". Lembro das sequências das primeiras lições: lata, macaco, tatu e camelo - cito essas sequências meramente para ilustrar o depoimento. Na lição da lata, a professora leu para nós em sala, fez atividades, explicou, etc. Nas aulas posteriores, como lição de casa, sugeriu que lêssemos as lições do macaco e do tatu em casa, pois ela faria, como se fosse uma "chamada oral" de nossa leitura.
Bem fui para casa e como ainda não sabia ler, pedi à minha mãe que me ajudasse na tarefa. Ela ficou horas comigo lendo as duas lições até que eu as "decorasse".
Quando chegou o dia de ler para a professora, estava super anciosa e animada. ela me chamou até a sua mesa e eu fui, com minha cartilha em mãos. Porém, não sei por qual razão, ela começou a leitura pela lição do tatu e não pela do macaco, conclusão: li completamente invertido, ou seja, a lição do macaco na do tatu e a do tatu na lição do macaco.
Conforme eu lia, minha querida professora, Dona Deolinda, ria de satisfação. Nunca me esqueço que ela perguntava: "o que está escrito aqui?" Eu respondia, ela conferia com a página da outra lição e ria gostoso, não um riso de deboche, mas de satisfação, e voltava à página em que estávamos. Ela me deu "A" de nota e voltei para minha carteira muito feliz, por ter tirado a maior nota e por ter deixado minha prô satisfeita.
Na reunião de pais, o professora contou o ocorrido à minha mãe, disse que ficou encantada com o meu esforço em tentar fazer a leitura corretamente e do meu "cérebro de elefante" em decorar a posição das palavras de cada lição.
Enfim, o que posso declarar de positivo sobre essa situação é que, ao invés de xingar, brigar, humilhar, como tantas histórias que ouvimos de colegas, ela me acolheu com amor, acreditou em mim e o resultado foi que aprendi a ler na lição seguinte. Talvez se ela não tivesse tido a postura que teve eu não teria aprendido a ler tão rápido.
Amo contar essa história, pois com ela consigo entender a importância do acolhimento, do apoio, da motivação e do crédito que todos nós precisamos para transitarmos por novos caminhos de forma autônoma.
Abraços carinhosos!
Cássia
CÁSSIA OLIVEIRA SANTOS (2 respostas)17/10/2012 14:25
Boa tarde!!!Quero dar um depoimento sobre o v Boa tarde!!!
Quero dar um depoimento sobre o vídeo do prof. Simão Pedro da PUC de MG.
Estou extasiada com a entrevista. Tanto que nem respondi ainda a questão discursiva, pois as ideais expostas pelo professor vieram tão ao encontro do que eu acredito que ainda estou encantada!!!
Sugiro a todos que ainda não tiveram a oportunidade de ver a entrevista que o façam, pois é muito bom!!!
Quero salientar que o vídeo contribuiu para minha leitura da situação e contribuirá com a minha escrita, por isso achei pertinente ressaltar aqui.
Beijinhos,
Cássia